Pobre, pobre Homem-Palito. Um simples acessório de uso apenas quando conveniente. Descartável. Utilitário. Inútil.
Seu sorriso ocasionalmente transformado em descontentamento, aborrecimento, ou "mentos" mais.
E de forma tão simples: um traço a ser apagado ou riscado a mais.
Manipulações funcionais.
Aqui; lá; acolá.
Obsequiado; restrito; desenhado.
Havia uma desproporção?
Há tal desproporção?
Ignore tais perguntas. Apenas as ignore. Seus significados se perderão e ao início o voltar poderá ser.
Só feche os olhos e sinta o desvanecer. Feche os olhos e ignore ruídos vários. Esqueça o que é, o que era e o que viria a ser.
Apenas feche os olhos e esqueça.
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3 comentários:
Pobre Homem-Palito, desde que caiu não consegue parar de pensar na condição descartável que o envolve.
Quem o fez assim pensar fora a Velha-Agulha, anciã há muito abandonada por um alguém que os anos levaram da memória.
Então só, ela aqui ficou, tornou-se vingativa e fora aprisionada pelo tempo.
Sua diversão é torturar os que por ela passam. Estes não percebem e nada vêem, apenas sentem a dor que lhes perpassa.
O Homem-Palito nunca ouvira falar dela.
Como proteger-se daquilo que se desconhece?
A cada dia que passa, ela se alimenta da matéria que o mantém em pé.
Continuamente mais e mais cansado, ela convenceu-o de que ele era apenas de uso conveniente; oras, e para que mais serviria um palito? (Porém, seria ele realmente um palito?) E uma agulha então, seria útil para quê? Remendar retalhos? Quem dera! O que deixava a anciã feliz era ouvir os gritos daqueles que ela espetava.
Enquanto isso o Homem-Palito jaz em um chão de inquietante agonia.
O que ele não sabe é que sua condição vazia é apenas uma metáfora com a qual a Velha-Agulha se delicia. E não fora ela quem criara tal condição, mas sim, pessoas que chegaram até mesmo um dia a amá-lo, e que não conseguiram ir embora sem antes magoá-lo.
Ele não consegue mais se lembrar do dia em que não fora um palito, para ele esse dia nunca existiu, porque esqueceu-se de que as coisas são apenas o que são quando lhe damos vida, nome, características; e que, muitas vezes, são as próprias “coisas” que se auto-intitulam.
Sentimentos o deixaram confuso, e a anciã nunca deixou de torturá-lo.
Vultos o magoaram, se multiplicaram e infestaram todos ao seu redor de falsas generalizações.
Alguns se aproximam para ver como ele está, mas ele não vê, ele não ouve. Rabiscos e vultos demais... Como distinguir em meio a tanta confusão?
Ao avistar a anciã o sofrimento beira o insuportável. Com ela tão perto ele se sente completamente sozinho, ele se concebe inútil, algo inverossível para àqueles que lhe estendem a mão...
Eis o Homem-Palito-Perdido-Em-Rio-Infinito (aquele que pode ser tudo, menos pedaço de madeira reduzido)... Porque ninguém é do tamanho que SENTE ser, mas sim do tamanho que PODE ser. E os que nos fazem sentir menores não valem a pena, eles sim são os verdadeiros palitos e não merecem de nossa vida sequer uma cena. Joguemos todos na valeta dos absurdos incabíveis.
Ei!
How do U dare??!!
Não vale pegar as histórias dos outros!!
Hmpf!
Tô vendo q terei q ir à Biblioteca Nacional registrar minha história e, depois, PROCESSÁ-LA até o último centavo do Homero por tamanha surrupiagem!
(afinal, agora tenho q arranjar $ d qqr jeito, né?)
Adorei o q vc escreveu na descrição do blog, e não pude ler “memento mori” sem lembrar de X Files. Tô com saudade daqueles dois de novo, e até me resignei com o fato de eles terem se tornado um casal, mm q eu não os veja assim nos bons anos da série, e q a tensão sexual não resolvida seja muito mais divertida. Eu quero outro filme :’’’(
E... me processar?
Tsc!
Eu nem sequer publiquei o q escrevi em lugar algum, o q eu fiz foi apenas um comentário. Digamos q eu quis dar o meu ponto de vista da história, mas só isso.
Tá querendo me fazer de bode expiatório para o seu golpe, né?
Sinto dizer mas... vc vai precisar de algo muito melhor q isso... E a verdade é q eu gostaria q vc não precisasse de golpe algum...
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